#02 ...É Também fonte de Imoralidade
(...)"Tchecov ouviu com atenção e procurou reconduzir à através da sua experiência profissional esta fábula que poderia ser grega ou romana, mas nunca russa.
Assistira a longas agonias de muitos doentes e não se lembrava de ter sen- tido neles o desejo de saber quando chegaria a sua hora, necessário que previam inevitavelmente próxima, mas sem perderem a esperança de um milagre para além da ciência do médico, a tal intervenção dos deuses.
Para um homem em boa saúde, esse domínio do ciclo da própria vida p arecia-lhe fonte de imoralidade, não de liberdade. Quantos crimes não seriam cometidos por quem, sabendose imune a uma punição fatídica até à data pré-fixada, nã hesitaria em resover violentamente os entraves quotidianos às suas ambições e aos seus desejos".
Assistira a longas agonias de muitos doentes e não se lembrava de ter sen- tido neles o desejo de saber quando chegaria a sua hora, necessário que previam inevitavelmente próxima, mas sem perderem a esperança de um milagre para além da ciência do médico, a tal intervenção dos deuses.
Para um homem em boa saúde, esse domínio do ciclo da própria vida p arecia-lhe fonte de imoralidade, não de liberdade. Quantos crimes não seriam cometidos por quem, sabendose imune a uma punição fatídica até à data pré-fixada, nã hesitaria em resover violentamente os entraves quotidianos às suas ambições e aos seus desejos".


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