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Sunday, November 27, 2005
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Thursday, November 24, 2005
Thursday, November 24, 2005
|Saturday, November 12, 2005
Saturday, November 12, 2005
#02 ...É Também fonte de Imoralidade
(...)"Tchecov ouviu com atenção e procurou reconduzir à através da sua experiência profissional esta fábula que poderia ser grega ou romana, mas nunca russa.
Assistira a longas agonias de muitos doentes e não se lembrava de ter sen- tido neles o desejo de saber quando chegaria a sua hora, necessário que previam inevitavelmente próxima, mas sem perderem a esperança de um milagre para além da ciência do médico, a tal intervenção dos deuses.
Para um homem em boa saúde, esse domínio do ciclo da própria vida p arecia-lhe fonte de imoralidade, não de liberdade. Quantos crimes não seriam cometidos por quem, sabendose imune a uma punição fatídica até à data pré-fixada, nã hesitaria em resover violentamente os entraves quotidianos às suas ambições e aos seus desejos".
Assistira a longas agonias de muitos doentes e não se lembrava de ter sen- tido neles o desejo de saber quando chegaria a sua hora, necessário que previam inevitavelmente próxima, mas sem perderem a esperança de um milagre para além da ciência do médico, a tal intervenção dos deuses.
Para um homem em boa saúde, esse domínio do ciclo da própria vida p arecia-lhe fonte de imoralidade, não de liberdade. Quantos crimes não seriam cometidos por quem, sabendose imune a uma punição fatídica até à data pré-fixada, nã hesitaria em resover violentamente os entraves quotidianos às suas ambições e aos seus desejos".
#01 Toda a Fonte de Liberdade...
(...) Lembrava-se de ter lido num qualquer alfarrábio dedicado à mitologia que o grande desafio de Prometeu aos deuses tinha sido o de oferecer aos homens a possibilidade de saberem qual seria o dia da sua morte, de conhecerem o segredo das parcas, e não a sua iniciativa de lhes entregar o fogo.
Esse conhecimento libertaria os homens do domínio dos deuses e torná-los-ia senhores do tempo do seu destino.
Por isso, ao porem cobro aos desaforos de Prometeu, os deuses consentiram que os homens ficassem com o fogo, retirando-lhes a capacidade de antever a duração das suas vidas.
Se cada homem pudesse saber exactamente quanta estrada lhe tocaria fazer xaria de sofrer o peso do destino e cessaria de viver no temor dos deuses.
Teria conquistado uma liberdade um homem somente limitada pelos anos que lhe tinham sido reservados.
Esse conhecimento libertaria os homens do domínio dos deuses e torná-los-ia senhores do tempo do seu destino.
Por isso, ao porem cobro aos desaforos de Prometeu, os deuses consentiram que os homens ficassem com o fogo, retirando-lhes a capacidade de antever a duração das suas vidas.
Se cada homem pudesse saber exactamente quanta estrada lhe tocaria fazer xaria de sofrer o peso do destino e cessaria de viver no temor dos deuses.
Teria conquistado uma liberdade um homem somente limitada pelos anos que lhe tinham sido reservados.

